TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

O Prof. Dr. Luiz Carlos M. Miranda, Diretor Superintendente da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (CIATEC), tem uma vasta experiência na área de tecnologia e inovação. Ele é Doutor em física, foi Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais (INPE), Presidente da Fundação de Ciências e Aplicações de Tecnologias Espaciais e traz todo o seu know-how para a Companhia. “Os trabalhos aqui são empolgantes e desafiadores, porque trabalhamos com alta tecnologia, com produtos e serviços de alto valor agregado”.

A tabela abaixo explica um pouco o que o Prof. Miranda quer dizer:

 


“Aqui temos algo extremamente importante e visível”, continua o Prof. Miranda. “Quanto maior a complexidade do produto e a inteligência tecnológica exigida para sua produção, maior será a agregação de valor”.

“Minério, em geral, é o material mais básico e podemos dizer que sua manufatura é a mais rudimentar. Já na aviação comercial ou militar, por exemplo, a complexidade aumenta consideravelmente. E, quando chegamos num setor em que você tem que manter um satélite na órbita da terra, de forma autônoma, recebendo e enviando dados, a complexidade é imensamente maior, e o grau de demanda de inteligência tecnológica e de capital humano também. E isso agrega mais valor ao produto”. Para o Prof. Miranda, disponibilizar essas informações é importante porque a CIATEC é uma empresa pública municipal, subsidiada pela população de Campinas. É o imposto pago pelo cidadão que sustenta essa empresa. E o retorno desse subsidio passa pela incubação de empresas de alta tecnologia, que desenvolvem produtos de alto valor agregado, gerando mão de obra, impostos e qualidade de vida para os cidadãos. Comparando os setores, um vai ser mais importante do que outro, no sentido de agregação de valores, de mão de obra mais especializada e qualificada, no complexo da infraestrutura e nos valores dos investimentos. Tudo isso nos dá uma ideia do quanto uma empresa como a CIATEC é importante para a cidade de Campinas. O retorno do investimento que o munícipe faz na empresa, nessa área de alta tecnologia, é altamente compensador. Basta perceber a sofisticação de um aparelho celular, de um avião, das transmissões via satélite e do avanço na área da saúde. É importante o cidadão saber que o município está investindo - e não gastando -, porque as empresas, como várias que já se graduaram e saíram da CIATEC, mais do que pagaram os investimentos que receberam, com impostos, empregos e renda.

Quando compramos um carro ou um celular, quando fazemos um exame médico sofisticado ou embarcamos em um avião para viajar, não fazemos ideia do custo, da tecnologia envolvida, do trabalho e do tempo gasto até se chegar àquele produto; quanta inteligência e quanto conhecimento foi agregado ao produto.Temos, então, uma escala de complexidade, e quanto maior a complexidade, mais conhecimento é preciso investir.

Para o Prof. Miranda, “o limite da tecnologia é o retrato do limite do conhecimento humano naquele momento”. Nesse sentido, Campinas é uma cidade agraciada em termos tecnológicos, principalmente pelo capital humano e pela sua capacidade na formação das pessoas, através das suas universidades, escolas técnicas e indústrias instaladas na região. Essa infraestrutura é extremamente importante. Sem ela não se agrega  valor aos produtos e serviços. E, hoje, sem tecnologia não se tem desenvolvimento. Sem tecnologia não se cuida da justiça social. Mas é sempre o trabalho desenvolvido pelas pessoas que leva à produção de riqueza e que estimula a sua distribuição. E, fechando o ciclo, só se tem distribuição gerando riqueza.